Em
"A Última Cruzada" (1989), a história
de um dos clássicos heróis do cinema teria
chegado ao fim. Isso mesmo, “teria”. Passaram-se
quase duas décadas. E para a surpresa de todos, ele
voltou com tudo, em uma quarta parte. Sim, ele mesmo, o
imbatível Indiana Jones!
Desta vez, o aventureiro Indy vai parar no Peru - de volta
à América do Sul, como em "Os Caçadores
da Arca Perdida" (1981). Seu mais novo objetivo será
o de encontrar a Caveira de Cristal, um valioso artefato
cobiçado pela soviética Irina Spalko . Acompanhado
pelo jovem Mutt Williams, o arqueólogo irá
passar por novas aventuras.
Mutt, o tal jovem,
é um cara pra lá de impetuoso e é claro
que Indy, sempre disposto tanto a ajudar seus amigos como
a se arriscar por mistérios históricos do
planeta, embarca nessa aventura. Eles buscam o paradeiro
de um amigo em comum que desapareceu misteriosamente. E
enfrentam comunistas, anti-comunistas, nativos selvagens
e diversas armadilhas, tanto naturais como construídas
por alguma civilização remota.
Aos que acompanharam a trajetória de Indiana Jones,
a sensação de viagem no tempo será
praticamente inevitável. Elementos que remetem à
trilogia (aparição da Arca Perdida, mapinha
sendo traçado durante as viagens...) não faltam,
incluindo as sequências que extrapolam a realidade
– que sempre são o charme do filme.
Claro que o nosso
herói apresenta os sinais da passagem do tempo no
rosto. E seria ridículo se não fosse assim.
Mas sua agilidade continua a mesma, e seu inseparável
e marcante chapéu, também.
Shia LaBeouf, que
interpreta o jovem Mutt, rouba a cena diversas vezes, o
que também soa proposital. Claramente este filme
é uma passagem de legado entre gerações
conectadas, cada qual, com o seu tempo.
Se haverá
um quinto filme com LaBeouf estrelando? Não se sabe,
e pode muito bem ser que não. Mas é um personagem
que também tem tudo para cativar novos fãs
e, assim, vencer a barreira do tempo e estender por mais
alguns anos a carreira de uma das mais bem-sucedidas séries
de cinema de todos os tempos.
O que não
seria de todo mau: com a aposentadoria (ou não) merecida
do aventureiro, talvez seja mesmo a hora de passar a tocha
(ou o chapéu) adiante, como o filme faz questão
de sugerir.
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