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OUTERMERCS (Volume 1)

Gustavo Levin

 

Prólogo/Capítulo 1
Capítulo 2

Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10

Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
 
 

Outermercs - Mercenários do Espaço
Episódio 3: GUERRA

Wolfie estava nervoso naquela situação. Ia receber um tiro de rifle bryar na cabeça... ou isso era o que ele pensava quando...
“Levante-se, Sr. Wolfie. E me diga tudo o que sabe sobre a Confiança.”, disse Carth.
“Confiança? Nunca ouvi esse nome antes.”, respondeu Wolfie enquanto se levantava.
“Hazar. Atire nele.”
“Não, espere!”, disse Lucy interrompendo a ação de Hazar. “Ele está falando a verdade. Ele não sabe o que é a Confiança.”
“O que raios é essa Confiança?”, indagou Wolfie.
“Bem, eles são simplesmente uma das organizações secretas mais poderosas do universo. Eles surgiram logo depois que Wan Shad foi construída e firmaram o Tratado de Coexistência. Eles derrubaram o principal governante dessa cidadela e decidiram começar a controlar os seus vices, em várias situações aqui e pelo universo. Alguns acontecimentos rígidos foram por causa deles, como a gerência secreta da Liga de Rugbi e a desaprovação de competições de corrida. São casos mais simples, mas nem queira saber os mais complexos.”, disse Carth.
“O homem para quem eu trabalho é Queji. Ele faz parte dessa máfia?”
“Sim. Na verdade ele funciona como um dos demais contatos da Confiança aqui em Wan Shad. Só que ele opera a principal sede daqui de Wan Shad.”
“Como você sabe da existência desse grupo?”
“Eu trabalhei como principal general das Forças Armadas de Wan Shad. Eu desconfiava de alguns integrantes misteriosos do governo, e decidi investigar. Relacionando alguns fatos estranhos com alguns desses membros, eu descobri a Confiança. Mas essa descoberta quase me custou a vida. Quando descobri que eles estavam na minha cola, eu pedi demissão e fugi. Eu peguei esse porto abandonado e chamei alguns velhos colegas, e contei com ajuda até mesmo de pessoas envolvidas nesses acontecimentos rígidos, como o senhor Hazar Savo, atrás de você.”
“O que você era?”
“Piloto de corrida.”, respondeu Hazar.
“Wolfie, eles usaram você para chegar até mim por duas razões: ou para acabar com mais mercenários a fim de pegar mais pistas sobre a nossa Aliança, ou simplesmente pra acabar conosco de vez.”, disse Carth.
“Mais mercenários?”, estranhou Wolfie.
“Ah, sim. Eles usam agentes e mercenários de todas as formas, mas nunca lhes pagam o que prometem. Venham comigo, todos vocês, até a minha sala. Eu tenho uma proposta.”

Na sala de Carth, ele estava recebendo mensagens de seus soldados:
“Nós encontramos o Plurian chamado Queji e usamos de todos os meios para descobrir informações, mas não há nada de diferente do que já sabemos.”, dizia um soldado.
“Diga a Queji que nós temos o mercenário recém-contratado dele trabalhando pra gente.”, disse Carth.
“O quê?”, disse Wolfie.
“Calma, eu ainda quero conversar. Quanto Queji prometeu que pagaria?”
“Primeiro foram um milhão de créditos. E em seguida, três milhões.”
“Aceita receber seis?”
“Milhões?”
“Sim, nós estamos pra conseguir a localização da sede principal da Confiança, e você mais quatro outras pessoas atacariam o local, acabando de vez com o negócio deles e roubando de lá os seis milhões de créditos. Aceita?”
“A missão é interessante, mas como vou saber se não está me usando.”
“Não estou. Eu não sou como a Confiança. Eu nunca usei meus subordinados dessa forma.”
“Tá. Mas eu e mais quatro não são pouco?”
“Eu vi o que você faz, Wolfie. Assim como eu sempre vejo o que meu subordinado Hazar faz, ou a detetive Orsen faz, ou o Sr. Omister faz, ou essa jovem roqueira faz...”
“HÃ??!!”, todos exceto Carth gritaram.
“Orsen, você se tornou alvo da Confiança e pode perder o emprego. Eu mesmo descobri através de meus contatos. Sr. Omister, você não vai conquistar seu emprego de volta. A Confiança é poderosa demais nisso. E eu sei que você, jovem Lucy, têm visto como é a nossa guerra e pensa em agir o quanto antes.”
“Aonde você quer chegar, senhor?”, perguntou Hazar.
“Você e os quatro vão usar todas as suas grandes habilidades e acabar com a sede da Confiança. Só isso.”

Mais tarde, Hazar Savo estava preparando uma nave de transporte. Dan e Lucy chegaram ali:
“O que será que Carth pretende?”, perguntou Lucy.
“Bem, eu confio nele. E acredito quando ele diz que podemos acabar com a Confiança. Ele me mostrou tudo sobre nós cinco e possui o plano perfeito pra saírmos todos vivos de lá. Estamos em boas mãos.”
Dentro da nave, já estavam Wolfie e Jan:
“Leva fé no que faz?”, perguntou Jan.
“Sim, e você?”, respondeu Wolfie.
“Não tanto. Eu já tive tempos melhores como investigadora em outro local do universo, mas quando me transferiram pra cá, eu caí em depressão. Não curti a vida. O meu melhor passatempo só era...”
“Sexo casual!”
“Ei... tá, é verdade. Mas a vida aqui é uma droga.”
“Talvez. Mas a vida de mercenário é muito interessante. Eu vi o que você faz, Jan. Poderia ser uma ótima mercenária...”
Hazar entrou em seguida:
“Certo, pessoal. Carth nos mandou todas as informações sobre como atacar o local designado. Já podemos partir.”

Alguns minutos depois de largarem, a nave sobrevoava uma grande torre.
“Certo. Wolfie e Dan, você vão entrar por cima. Larguem a nave agora!”, disse Hazar. E os dois chegavam cairam de pé no topo da torre. “Tá, eu vou pousar e esperar dez minutos. Depois nós três saímos e atacamos pela frente.”
Wolfie e Dan entraram na torre, e despercebidos, nocauteavam alguns guardas.
“Certo, nós temos que plantar bombas em alguns desses locais. Quando elas explodirem, nós estaremos no andar de baixo. E é aí que Hazar e as garotas entram.”, disse Dan.
“Tá. Toma algumas bombas.”, disse Wolfie, entregando bombas.”
Na nave pousada, Hazar, Jan e Lucy esperavam para atacar, preparando as armas.
“O que será depois dessa missão?”, perguntou Jan.
“Não sei. Carth é muito vago nesses assuntos. Eu sei que ele estava conversando com o Sr. Omister por várias horas... talvez tenham algum plano pro futuro que ninguém mais na Aliança saiba.”, disse Hazar.
De repente, uma explosão num dos andares mais altos da torre. O trio saiu correndo pra entrada do prédio. No andar abaixo, estavam Dan e Wolfie, atrás de mesas e cadeiras empilhadas.
“Certo, e agora?”, disse Dan.
“Esperamos eles atacarem!”, disse Wolfie. E assim, vários soldados vinham, e a porta da sala onde estavam Dan e Wolfie ficava cada vez mais ensangüentada dos tiros e mortos que os soldados da Confiança recebiam dos dois. “Agora vamos pros andares mais de baixo!”
No térreo, Hazar, Lucy e Jan atacavam os soldados com várias técnicas. Mas era Lucy que mais impressionava a todos. Mal eles sabiam de suas habilidades secretas.

Depois de tanta matança, os cinco chegaram ao mesmo tempo numa sala importante. Estava lá o principal gerenciador de negócios de Wan Shad, o Humano chamado Dafh Nokilen.
“Senhor Nokilen, entregue-nos seis milhões de créditos para a conta A132P381. Se fizer isso, nós não o mataremos.”, disse Hazar.
“Bem, não me resta mais opção...”, disse Nokilen, que secretamente apertava uns botões que nenhum dos cinco viam. De repente, Lucy acertou a cabeça dele com uma pistola.
“Ele ia preparar uma armadilha. Ela está quase pronta, mas eu vou reverter. Enquanto isso, Hazar, vai mexendo nos comandos que eu vou te dizer pra recebermos os seis milhões...”, disse Lucy.

Algum tempo depois, a nave voltou ao Espaçoporto. Carth mostrou que a conta agora pertencia aos cinco.
“Cinco nomes numa conta?”, estranhou Jan.
“Digamos que eu e os senhores Omister e Wolfie estávamos discutindo. E acho que esse grupo deveria continuar. Nós contamos com vários agentes e grupos por todo o universo, não só contra a Confiança mas também contra outros grupos misteriosos de raças que ameaçam o universo. Seu grupo não trabalhará pra mim, mas eu providenciarei contatos e outros patronos para que vocês ajam como grupo mercenário a favor da paz no universo.”
“Pô, corta o papo barato. Pra quê isso?”
“A vida de vocês está totalmente em risco graças aos últimos eventos. Eu garanto proteção a vocês se vocês trabalharem em cooperação com a gente e outros de meus contatos e patronos.”
Um silêncio na sala...
“Gente, nós estaremos bem de vida. Esse novo cargo servirá apenas como contribuinte para nossas crenças, de um futuro melhor. Nós sabemos que o universo é uma grande mentira, e por isso precisamos combater essa mentira da forma que Carth sugere. Eu e Dan já estamos dentro.”, disse Wolfie.
“E Hazar pode se juntar a vocês.”, disse Carth.
“Como?”, disse Hazar.
“Você me ajudou muito, Hazar. E agora que pudemos começar a virar o jogo, você não precisa mais ser meu braço-direito. Eu soube da forma que trabalhou com eles, e realmente você não decepciona.”
“Puxa, obrigado, senhor.”
“E vocês, garotas?”, perguntou Dan à Lucy e Jan.
“Eu tô nessa!”, disse Lucy, entusiasmada.
“Bem, já que virei um alvo e meu antigo cargo vai ir pro brejo, eu aceito.”, disse Jan.
“Muito bem. Então boa sorte pra vocês cinco, e nos encontraremos em breve!”, disse Carth, indo embora dali.
“Tá, já que somos uma nova equipe, será que precisamos de um nome?”, perguntou Jan.
E assim surgia o grupo de mercenários conhecido como Outermercs...

 

 

 

 

 

 
 

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