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Outermercs
- Mercenários do Espaço
Episódio 3: GUERRA
Wolfie estava nervoso naquela
situação. Ia receber um tiro de rifle bryar na cabeça...
ou isso era o que ele pensava quando...
“Levante-se, Sr. Wolfie. E me diga tudo o que sabe sobre a Confiança.”,
disse Carth.
“Confiança? Nunca ouvi esse nome antes.”, respondeu Wolfie
enquanto se levantava.
“Hazar. Atire nele.”
“Não, espere!”, disse Lucy interrompendo a ação
de Hazar. “Ele está falando a verdade. Ele não sabe
o que é a Confiança.”
“O que raios é essa Confiança?”, indagou Wolfie.
“Bem, eles são simplesmente uma das organizações
secretas mais poderosas do universo. Eles surgiram logo depois
que Wan Shad foi construída e firmaram o Tratado de Coexistência.
Eles derrubaram o principal governante dessa cidadela e decidiram
começar a controlar os seus vices, em várias situações
aqui e pelo universo. Alguns acontecimentos rígidos foram
por causa deles, como a gerência secreta da Liga de Rugbi
e a desaprovação de competições de
corrida. São casos mais simples, mas nem queira saber os
mais complexos.”, disse Carth.
“O homem para quem eu trabalho é Queji. Ele faz parte dessa
máfia?”
“Sim. Na verdade ele funciona como um dos demais contatos da Confiança
aqui em Wan Shad. Só que ele opera a principal sede daqui
de Wan Shad.”
“Como você sabe da existência desse grupo?”
“Eu trabalhei como principal general das Forças Armadas
de Wan Shad. Eu desconfiava de alguns integrantes misteriosos
do governo, e decidi investigar. Relacionando alguns fatos estranhos
com alguns desses membros, eu descobri a Confiança. Mas
essa descoberta quase me custou a vida. Quando descobri que eles
estavam na minha cola, eu pedi demissão e fugi. Eu peguei
esse porto abandonado e chamei alguns velhos colegas, e contei
com ajuda até mesmo de pessoas envolvidas nesses acontecimentos
rígidos, como o senhor Hazar Savo, atrás de você.”
“O que você era?”
“Piloto de corrida.”, respondeu Hazar.
“Wolfie, eles usaram você para chegar até mim por
duas razões: ou para acabar com mais mercenários
a fim de pegar mais pistas sobre a nossa Aliança, ou simplesmente
pra acabar conosco de vez.”, disse Carth.
“Mais mercenários?”, estranhou Wolfie.
“Ah, sim. Eles usam agentes e mercenários de todas as formas,
mas nunca lhes pagam o que prometem. Venham comigo, todos vocês,
até a minha sala. Eu tenho uma proposta.”
Na sala de Carth,
ele estava recebendo mensagens de seus soldados:
“Nós encontramos o Plurian chamado Queji e usamos de todos
os meios para descobrir informações, mas não
há nada de diferente do que já sabemos.”, dizia
um soldado.
“Diga a Queji que nós temos o mercenário recém-contratado
dele trabalhando pra gente.”, disse Carth.
“O quê?”, disse Wolfie.
“Calma, eu ainda quero conversar. Quanto Queji prometeu que pagaria?”
“Primeiro foram um milhão de créditos. E em seguida,
três milhões.”
“Aceita receber seis?”
“Milhões?”
“Sim, nós estamos pra conseguir a localização
da sede principal da Confiança, e você mais quatro
outras pessoas atacariam o local, acabando de vez com o negócio
deles e roubando de lá os seis milhões de créditos.
Aceita?”
“A missão é interessante, mas como vou saber se
não está me usando.”
“Não estou. Eu não sou como a Confiança.
Eu nunca usei meus subordinados dessa forma.”
“Tá. Mas eu e mais quatro não são pouco?”
“Eu vi o que você faz, Wolfie. Assim como eu sempre vejo
o que meu subordinado Hazar faz, ou a detetive Orsen faz, ou o
Sr. Omister faz, ou essa jovem roqueira faz...”
“HÃ??!!”, todos exceto Carth gritaram.
“Orsen, você se tornou alvo da Confiança e pode perder
o emprego. Eu mesmo descobri através de meus contatos.
Sr. Omister, você não vai conquistar seu emprego
de volta. A Confiança é poderosa demais nisso. E
eu sei que você, jovem Lucy, têm visto como é
a nossa guerra e pensa em agir o quanto antes.”
“Aonde você quer chegar, senhor?”, perguntou Hazar.
“Você e os quatro vão usar todas as suas grandes
habilidades e acabar com a sede da Confiança. Só
isso.”
Mais tarde, Hazar
Savo estava preparando uma nave de transporte. Dan e Lucy chegaram
ali:
“O que será que Carth pretende?”, perguntou Lucy.
“Bem, eu confio nele. E acredito quando ele diz que podemos acabar
com a Confiança. Ele me mostrou tudo sobre nós cinco
e possui o plano perfeito pra saírmos todos vivos de lá.
Estamos em boas mãos.”
Dentro da nave, já estavam Wolfie e Jan:
“Leva fé no que faz?”, perguntou Jan.
“Sim, e você?”, respondeu Wolfie.
“Não tanto. Eu já tive tempos melhores como investigadora
em outro local do universo, mas quando me transferiram pra cá,
eu caí em depressão. Não curti a vida. O
meu melhor passatempo só era...”
“Sexo casual!”
“Ei... tá, é verdade. Mas a vida aqui é uma
droga.”
“Talvez. Mas a vida de mercenário é muito interessante.
Eu vi o que você faz, Jan. Poderia ser uma ótima
mercenária...”
Hazar entrou em seguida:
“Certo, pessoal. Carth nos mandou todas as informações
sobre como atacar o local designado. Já podemos partir.”
Alguns minutos depois
de largarem, a nave sobrevoava uma grande torre.
“Certo. Wolfie e Dan, você vão entrar por cima. Larguem
a nave agora!”, disse Hazar. E os dois chegavam cairam de pé
no topo da torre. “Tá, eu vou pousar e esperar dez minutos.
Depois nós três saímos e atacamos pela frente.”
Wolfie e Dan entraram na torre, e despercebidos, nocauteavam alguns
guardas.
“Certo, nós temos que plantar bombas em alguns desses locais.
Quando elas explodirem, nós estaremos no andar de baixo.
E é aí que Hazar e as garotas entram.”, disse Dan.
“Tá. Toma algumas bombas.”, disse Wolfie, entregando bombas.”
Na nave pousada, Hazar, Jan e Lucy esperavam para atacar, preparando
as armas.
“O que será depois dessa missão?”, perguntou Jan.
“Não sei. Carth é muito vago nesses assuntos. Eu
sei que ele estava conversando com o Sr. Omister por várias
horas... talvez tenham algum plano pro futuro que ninguém
mais na Aliança saiba.”, disse Hazar.
De repente, uma explosão num dos andares mais altos da
torre. O trio saiu correndo pra entrada do prédio. No andar
abaixo, estavam Dan e Wolfie, atrás de mesas e cadeiras
empilhadas.
“Certo, e agora?”, disse Dan.
“Esperamos eles atacarem!”, disse Wolfie. E assim, vários
soldados vinham, e a porta da sala onde estavam Dan e Wolfie ficava
cada vez mais ensangüentada dos tiros e mortos que os soldados
da Confiança recebiam dos dois. “Agora vamos pros andares
mais de baixo!”
No térreo, Hazar, Lucy e Jan atacavam os soldados com várias
técnicas. Mas era Lucy que mais impressionava a todos.
Mal eles sabiam de suas habilidades secretas.
Depois de tanta matança,
os cinco chegaram ao mesmo tempo numa sala importante. Estava
lá o principal gerenciador de negócios de Wan Shad,
o Humano chamado Dafh Nokilen.
“Senhor Nokilen, entregue-nos seis milhões de créditos
para a conta A132P381. Se fizer isso, nós não o
mataremos.”, disse Hazar.
“Bem, não me resta mais opção...”, disse
Nokilen, que secretamente apertava uns botões que nenhum
dos cinco viam. De repente, Lucy acertou a cabeça dele
com uma pistola.
“Ele ia preparar uma armadilha. Ela está quase pronta,
mas eu vou reverter. Enquanto isso, Hazar, vai mexendo nos comandos
que eu vou te dizer pra recebermos os seis milhões...”,
disse Lucy.
Algum tempo depois,
a nave voltou ao Espaçoporto. Carth mostrou que a conta
agora pertencia aos cinco.
“Cinco nomes numa conta?”, estranhou Jan.
“Digamos que eu e os senhores Omister e Wolfie estávamos
discutindo. E acho que esse grupo deveria continuar. Nós
contamos com vários agentes e grupos por todo o universo,
não só contra a Confiança mas também
contra outros grupos misteriosos de raças que ameaçam
o universo. Seu grupo não trabalhará pra mim, mas
eu providenciarei contatos e outros patronos para que vocês
ajam como grupo mercenário a favor da paz no universo.”
“Pô, corta o papo barato. Pra quê isso?”
“A vida de vocês está totalmente em risco graças
aos últimos eventos. Eu garanto proteção
a vocês se vocês trabalharem em cooperação
com a gente e outros de meus contatos e patronos.”
Um silêncio na sala...
“Gente, nós estaremos bem de vida. Esse novo cargo servirá
apenas como contribuinte para nossas crenças, de um futuro
melhor. Nós sabemos que o universo é uma grande
mentira, e por isso precisamos combater essa mentira da forma
que Carth sugere. Eu e Dan já estamos dentro.”, disse Wolfie.
“E Hazar pode se juntar a vocês.”, disse Carth.
“Como?”, disse Hazar.
“Você me ajudou muito, Hazar. E agora que pudemos começar
a virar o jogo, você não precisa mais ser meu braço-direito.
Eu soube da forma que trabalhou com eles, e realmente você
não decepciona.”
“Puxa, obrigado, senhor.”
“E vocês, garotas?”, perguntou Dan à Lucy e Jan.
“Eu tô nessa!”, disse Lucy, entusiasmada.
“Bem, já que virei um alvo e meu antigo cargo vai ir pro
brejo, eu aceito.”, disse Jan.
“Muito bem. Então boa sorte pra vocês cinco, e nos
encontraremos em breve!”, disse Carth, indo embora dali.
“Tá, já que somos uma nova equipe, será que
precisamos de um nome?”, perguntou Jan.
E assim surgia o grupo de mercenários conhecido como Outermercs...
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