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OUTERMERCS (Volume 1)

Gustavo Levin

 

Prólogo/Capítulo 1
Capítulo 2

Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10

Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
 
 

Outermercs - Mercenários do Espaço
Episódio 4: CONTRATO

Um mês depois de sua primeira missão, os cinco mercenários viviam tranqüilamente em seu próprio condomínio de três andares, onde se divertiam, relaxavam, conversavam... e recebiam suas missões de poucos minutos. Desde que começaram, Wolfie, Jan, Dan, Lucy e Hazar só eram contratados por Carth e aliados para trabalhos rápidos, como seqüestros, assassinatos, interrogatórios, localizações etc. Não era o mesmo gostinho de aventura que desfrutaram no mês passado...
Hazar estava descansando, curtindo a vista de Wan Shad, quando ouviu o bipe do computador que tinha na sala de comunicações. Hazar atendeu o chamado:
“A primeira palavra é sua.”, disse Hazar. Eles sempre atendiam dessa forma. Só alguns sabiam os números de contato do quinteto, principalmente o daquele condomínio.
“Hazar, é Carth Hansfer. Estou representando um cliente meu, o Sr. Lucas.”
“Certo. Pode passar ele.”
“Sr. Savo, aqui é o Sr. Lucas. O Sr. Hansfer me passou esse número de contato porque acha que vocês podem realizar esse serviço único de que preciso.”
“E o que seria?”
“Na verdade, vocês precisariam ir no local onde o serviço terá que ser realizado. Todas as informações serão dadas lá. Conto com vocês em vinte minutos no seguinte local...”, e na tela aparecia um endereço. “Lucas desligando.”
Hazar então passou todas as informações pro seu decoder. Em seguida, enviou dados pra quatro Ips na tela... ele estava chamando seus quatro amigos... todos fazendo atividades próprias no momento...
Dan estava jogando uma simulação de realidade virtual do seu velho rugbi.
Wolfie estava dormindo.
Lucy estava escutando música.
Jan estava treinando com suas pistolas na sala de treino.
Logo, todos estavam reunidos no hangar, para partirem em sua nave.

O local da missão era um clube de luta. Parecia uma missão bem diferente das que estavam acostumados. Logo depois de pousarem a nave...
“Tomei conta para que as informações que eu receber, todas enviadas pelo Lucas, sejam também transmitidas para os seus decoders.”, disse Hazar. Mal disse isso e os decoders tocaram. Estava escrito: “Mandem Wolfie e Lucy pra porta dos fundos pra conversarem comigo. Hazar entra pela porta da frente, enquanto Jan e Dan montam guarda nessa mesma porta.”
“Por quê ele está querendo nos comandar? Não podemos deixar assim.”, disse Lucy.
“Vai ver é pra manter sigilo. É melhor seguirmos as ordens... você e Wolfie vão lá então e Dan e Jan vêm comigo.”, disse Hazar.

Armados com pistolas bryar, Wolfie e Lucy simplesmente chutaram a porta dos fundos. Entraram e só viram um homem sentado numa mesa.
“Sr. Lucas?”, perguntou Wolfie.
“Abaixem as armas, garotos.”, disse o homem, ainda de costas.
“Garotos?!”, disse Wolfie, que deu um tiro que passou por cima da cabeça do homem.
“Você estão loucos?”, e o homem se virou. Estava com um crachá especial escrito ‘LUCAS’.
“Não gostamos de ser comandados. Só diga o que você quer em particular comigo e com ela.”
“Você, o aspirante a mercenário, vai me ajudar a capturar alguém que vai tocar nesse palco. E você, minha jovem, vai fazer questão de substituí-la com suas habilidades mimetizadoras...”, dizendo isso, pegava uma maleta. “...e com esse disfarce daqui de dentro.
“Sr. Lucas?!”, disse alguém que gritou.
“Ah, é a voz do Sr. Savo. Fiquem aqui que eu venho depois.”, e Lucas saiu da sala pra ir em direção ao palco, do lado daquela sala. O salão não tinha só um palco. À frente, haviam dois andares com mesas, bares e duas passagens pro banheiro.
“Meus amigos e eu não entendemos que forma é essa de nos contratar, Sr. Lucas.”, disse Hazar.
“Vocês não questionarão nada. Eu já falei o que aqueles dois devem fazer, agora é sua vez. Você vai ficar de vigília nos andares de cima, mas escondido. O mesmo fará sua amiga detetive nos andares de baixo. Mande pra ela essa informação.”
“Tá bom.”, disse Hazar, meio desconfiado, mas obedecendo a ordem. “E o que sobra pro Dan?”
“Ele fica onde está mesmo. Bem, é isso que eu quero que vocês façam. Daqui a uma hora, uma musicista vai se apresentar naqueles palcos. Ela tocará algumas músicas por quinze minutos e depois fará uma pausa. Nessa pausa, os dois atrás do palco capturam ela, e aí um deles a interroga sob minhas ordens e a outra a substituirá. Você e os outros dois só ficarão de olho para ver se não ocorre nada suspeito. Vocês receberão muito bem pelo serviço. Eu voltarei pros fundos, onde farei a minha parte da missão.”

Uma hora depois, o clube estava cheio de clientes, todos curtindo a comida, a bebida, tudo numa boa, ao mesmo tempo em que um conjunto musical, liderado pela musicista mencionada pelo Sr. Lucas, tocava no palco. Nos fundos, Wolfie e Lucy estavam prontos para sua parte na missão. Quinze minutos de música, e o intervalo era anunciado. A tal musicista saiu pelo lado em direção aos fundos, enquanto os outros músicos foram pro bar.
Ao chegar lá, foi surpreendida por um taser, que a desacordou. Lucy saiu até o bar, disfarçada como a tal musicista, pra continuar dando o show para o pessoal.
“Então, quem ela é?”, perguntou Wolfie, segurando a mulher desmaiada.
“Em conversas com o Sr. Hansfer, eu descobri, através de agentes contratados, que a Srta. Marleen Couney pode ser informante de raças alienígenas escondidas pelo universo, dispostas a acabar com Wan Shad. Eu sou empregador de agentes e contei com a ajuda do dono desse clube pra capturá-la, já que soube que ela ia fazer alguns shows por aqui.”, disse o Sr. Lucas.
“E o que você quer que eu descubra dela?”
“Informações, através das perguntas que eu tenho.”

No palco, Lucy estava se passando por Couney e tocando suas músicas, já que mimetizou tudo que ela sabia, incluindo o seu repertório. Os observantes Hazar, Jan e Dan, enquanto cumpriam sua parte na missão, conversavam discretamente:
“Não estou vendo sinal de suspeita. Jan?”, disse Hazar.
“Não sei. Eu conversei com alguns dos rapazes na mesa do bar, mas não parecem estar envolvidos nas possíveis sujeiras daquela mulher.”, disse Jan.
“Eu estou olhando o pessoal aqui fora, e acompanhando a entrada, mas nada acontece. Por quê o Sr. Lucas queria essa parte com a gente se não estamos fazendo nada?”, disse Dan.
“Calma, eu sei que ele vai explicar tudo...”, disse Hazar.

Wolfie já tinha feito o interrogatório que o Sr. Lucas queria, e usou várias técnicas violentas, mas conseguiu todas as respostas e guardou-as no decoder que recebeu.
“Já está feito. E agora?”, disse Wolfie.
“Assim que tudo terminar, eu vou passar isso para os meus agentes e também para contatos como o Sr. Hansfer. Podemos incriminar várias raças alienígenas que estejam tramando às escuras pelo universo. O trabalho de vocês está pronto.”, disse o Sr. Lucas.
“Era tudo que eu queria ouvir!”, e dito isso, Wolfie apontou sua pistola pra cabeça de Couney e a matou.
“Mas o quê...”, disse Lucas, surpreso.
“Era só isso que você queria dela, não?”
“Sim, mas nós não...”
“Você não comanda a nós cinco! Que fique bem claro da próxima.”, disse Wolfie, apontando pra ele. “Eu não vou te matar se tu passar o pagamento direto pra nossa conta.”, e usando o comunicador, falou com Hazar. “Hazar, o que o Sr. Lucas prometeu pagar?”
“500 mil créditos.”, disse Hazar.
“Certo, eu vou fazer ele passar esse pagamento agora pelo computador dele.”

Missão realizada, pagamento feito, o quinteto mercenário ia embora pra casa.
“Lucas contratou a gente, mas quis tudo à maneira dele. Nós não podemos trabalhar assim. Carth nos forçou a nos transformarmos num grupo, então ele tinha que ter falado que só trabalhamos do nosso jeito.”, disse Wolfie.
“E o que mais você fez?”, disse Lucy.
“Disse pra ele mandar recado pra outros possíveis contratos: que não trabalhamos da forma que nos pedem e ponto final.”
“E quanto às tais raças alienígenas?”
“Bom, se pedirem, a gente enfrenta. Mas do nosso jeito ou de jeito nenhum.”

 

 

 

 

 

 
 

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