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Outermercs
- Mercenários do Espaço
Episódio 4: CONTRATO
Um
mês depois de sua primeira missão, os cinco mercenários
viviam tranqüilamente em seu próprio condomínio
de três andares, onde se divertiam, relaxavam, conversavam...
e recebiam suas missões de poucos minutos. Desde que começaram,
Wolfie, Jan, Dan, Lucy e Hazar só eram contratados por
Carth e aliados para trabalhos rápidos, como seqüestros,
assassinatos, interrogatórios, localizações
etc. Não era o mesmo gostinho de aventura que desfrutaram
no mês passado...
Hazar estava descansando, curtindo a vista de Wan Shad, quando
ouviu o bipe do computador que tinha na sala de comunicações.
Hazar atendeu o chamado:
“A primeira palavra é sua.”, disse Hazar. Eles sempre atendiam
dessa forma. Só alguns sabiam os números de contato
do quinteto, principalmente o daquele condomínio.
“Hazar, é Carth Hansfer. Estou representando um cliente
meu, o Sr. Lucas.”
“Certo. Pode passar ele.”
“Sr. Savo, aqui é o Sr. Lucas. O Sr. Hansfer me passou
esse número de contato porque acha que vocês podem
realizar esse serviço único de que preciso.”
“E o que seria?”
“Na verdade, vocês precisariam ir no local onde o serviço
terá que ser realizado. Todas as informações
serão dadas lá. Conto com vocês em vinte minutos
no seguinte local...”, e na tela aparecia um endereço.
“Lucas desligando.”
Hazar então passou todas as informações pro
seu decoder. Em seguida, enviou dados pra quatro Ips na tela...
ele estava chamando seus quatro amigos... todos fazendo atividades
próprias no momento...
Dan estava jogando uma simulação de realidade virtual
do seu velho rugbi.
Wolfie estava dormindo.
Lucy estava escutando música.
Jan estava treinando com suas pistolas na sala de treino.
Logo, todos estavam reunidos no hangar, para partirem em sua nave.
O
local da missão era um clube de luta. Parecia uma missão
bem diferente das que estavam acostumados. Logo depois de pousarem
a nave...
“Tomei conta para que as informações que eu receber,
todas enviadas pelo Lucas, sejam também transmitidas para
os seus decoders.”, disse Hazar. Mal disse isso e os decoders
tocaram. Estava escrito: “Mandem Wolfie e Lucy pra porta dos fundos
pra conversarem comigo. Hazar entra pela porta da frente, enquanto
Jan e Dan montam guarda nessa mesma porta.”
“Por quê ele está querendo nos comandar? Não
podemos deixar assim.”, disse Lucy.
“Vai ver é pra manter sigilo. É melhor seguirmos
as ordens... você e Wolfie vão lá então
e Dan e Jan vêm comigo.”, disse Hazar.
Armados
com pistolas bryar, Wolfie e Lucy simplesmente chutaram a porta
dos fundos. Entraram e só viram um homem sentado numa mesa.
“Sr. Lucas?”, perguntou Wolfie.
“Abaixem as armas, garotos.”, disse o homem, ainda de costas.
“Garotos?!”, disse Wolfie, que deu um tiro que passou por cima
da cabeça do homem.
“Você estão loucos?”, e o homem se virou. Estava
com um crachá especial escrito ‘LUCAS’.
“Não gostamos de ser comandados. Só diga o que você
quer em particular comigo e com ela.”
“Você, o aspirante a mercenário, vai me ajudar a
capturar alguém que vai tocar nesse palco. E você,
minha jovem, vai fazer questão de substituí-la com
suas habilidades mimetizadoras...”, dizendo isso, pegava uma maleta.
“...e com esse disfarce daqui de dentro.
“Sr. Lucas?!”, disse alguém que gritou.
“Ah, é a voz do Sr. Savo. Fiquem aqui que eu venho depois.”,
e Lucas saiu da sala pra ir em direção ao palco,
do lado daquela sala. O salão não tinha só
um palco. À frente, haviam dois andares com mesas, bares
e duas passagens pro banheiro.
“Meus amigos e eu não entendemos que forma é essa
de nos contratar, Sr. Lucas.”, disse Hazar.
“Vocês não questionarão nada. Eu já
falei o que aqueles dois devem fazer, agora é sua vez.
Você vai ficar de vigília nos andares de cima, mas
escondido. O mesmo fará sua amiga detetive nos andares
de baixo. Mande pra ela essa informação.”
“Tá bom.”, disse Hazar, meio desconfiado, mas obedecendo
a ordem. “E o que sobra pro Dan?”
“Ele fica onde está mesmo. Bem, é isso que eu quero
que vocês façam. Daqui a uma hora, uma musicista
vai se apresentar naqueles palcos. Ela tocará algumas músicas
por quinze minutos e depois fará uma pausa. Nessa pausa,
os dois atrás do palco capturam ela, e aí um deles
a interroga sob minhas ordens e a outra a substituirá.
Você e os outros dois só ficarão de olho para
ver se não ocorre nada suspeito. Vocês receberão
muito bem pelo serviço. Eu voltarei pros fundos, onde farei
a minha parte da missão.”
Uma
hora depois, o clube estava cheio de clientes, todos curtindo
a comida, a bebida, tudo numa boa, ao mesmo tempo em que um conjunto
musical, liderado pela musicista mencionada pelo Sr. Lucas, tocava
no palco. Nos fundos, Wolfie e Lucy estavam prontos para sua parte
na missão. Quinze minutos de música, e o intervalo
era anunciado. A tal musicista saiu pelo lado em direção
aos fundos, enquanto os outros músicos foram pro bar.
Ao chegar lá, foi surpreendida por um taser, que a desacordou.
Lucy saiu até o bar, disfarçada como a tal musicista,
pra continuar dando o show para o pessoal.
“Então, quem ela é?”, perguntou Wolfie, segurando
a mulher desmaiada.
“Em conversas com o Sr. Hansfer, eu descobri, através de
agentes contratados, que a Srta. Marleen Couney pode ser informante
de raças alienígenas escondidas pelo universo, dispostas
a acabar com Wan Shad. Eu sou empregador de agentes e contei com
a ajuda do dono desse clube pra capturá-la, já que
soube que ela ia fazer alguns shows por aqui.”, disse o Sr. Lucas.
“E o que você quer que eu descubra dela?”
“Informações, através das perguntas que eu
tenho.”
No
palco, Lucy estava se passando por Couney e tocando suas músicas,
já que mimetizou tudo que ela sabia, incluindo o seu repertório.
Os observantes Hazar, Jan e Dan, enquanto cumpriam sua parte na
missão, conversavam discretamente:
“Não estou vendo sinal de suspeita. Jan?”, disse Hazar.
“Não sei. Eu conversei com alguns dos rapazes na mesa do
bar, mas não parecem estar envolvidos nas possíveis
sujeiras daquela mulher.”, disse Jan.
“Eu estou olhando o pessoal aqui fora, e acompanhando a entrada,
mas nada acontece. Por quê o Sr. Lucas queria essa parte
com a gente se não estamos fazendo nada?”, disse Dan.
“Calma, eu sei que ele vai explicar tudo...”, disse Hazar.
Wolfie
já tinha feito o interrogatório que o Sr. Lucas
queria, e usou várias técnicas violentas, mas conseguiu
todas as respostas e guardou-as no decoder que recebeu.
“Já está feito. E agora?”, disse Wolfie.
“Assim que tudo terminar, eu vou passar isso para os meus agentes
e também para contatos como o Sr. Hansfer. Podemos incriminar
várias raças alienígenas que estejam tramando
às escuras pelo universo. O trabalho de vocês está
pronto.”, disse o Sr. Lucas.
“Era tudo que eu queria ouvir!”, e dito isso, Wolfie apontou sua
pistola pra cabeça de Couney e a matou.
“Mas o quê...”, disse Lucas, surpreso.
“Era só isso que você queria dela, não?”
“Sim, mas nós não...”
“Você não comanda a nós cinco! Que fique bem
claro da próxima.”, disse Wolfie, apontando pra ele. “Eu
não vou te matar se tu passar o pagamento direto pra nossa
conta.”, e usando o comunicador, falou com Hazar. “Hazar, o que
o Sr. Lucas prometeu pagar?”
“500 mil créditos.”, disse Hazar.
“Certo, eu vou fazer ele passar esse pagamento agora pelo computador
dele.”
Missão
realizada, pagamento feito, o quinteto mercenário ia embora
pra casa.
“Lucas contratou a gente, mas quis tudo à maneira dele.
Nós não podemos trabalhar assim. Carth nos forçou
a nos transformarmos num grupo, então ele tinha que ter
falado que só trabalhamos do nosso jeito.”, disse Wolfie.
“E o que mais você fez?”, disse Lucy.
“Disse pra ele mandar recado pra outros possíveis contratos:
que não trabalhamos da forma que nos pedem e ponto final.”
“E quanto às tais raças alienígenas?”
“Bom, se pedirem, a gente enfrenta. Mas do nosso jeito ou de jeito
nenhum.”
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